Fisioterapia e morte

Receba nossa newsletter. Cadastre-se!



Fisioterapia e morte

O fisioterapeuta tem em sua essência ser o reabilitador, desenvolver habilidades perdidas por aquele que estava fadado a   cama/leito, o “fisio” é aquele que faz o mega/plus/advance recrutamento alveolar e de uma maneira quase que sagrada devolve o ar aos pulmões, fomos formados para isso, tivemos aula de anatomia, fisiologia, biomecânica, cinesiologia, pediatria, neurologia, ortopedia, pneumologia , várias outras “ogia” e saímos da faculdade certos de que podemos fazer milagres com nossas mãos. E isso não é mentira, muitas vezes fazemos mesmo, mas o que ninguém falou ou pode até ter falado mas subvalorizando a importância do tema é que vai chegar uma hora que você pode dominar todas as técnicas, pode ter aprendido o método internacional x ministrado pela PHD no assunto y , vai chegar uma hora que o valor de todo seu aprendizado cientifico vai ser muito pequeno … essa hora é chamada de morte. Que mesmo com todos os avanços da ciência ela consegue muitas vezes ser prorrogada, mas não vencida, a finitude é tão certo quanto 2+2 = 4.

Fisioterapia e Morte??? Isso mesmo???. Sim, isso mesmo, M-O-R-T-E. Mas calma, você não está sozinho, todos profissionais da saúde, foram “programados” para vencer a morte, a lutar pela vida, poucas faculdades ensinam ou preparam  o aluno para esse momento natural e inevitável da condição humana. Disciplina que fala sobre o assunto então … esquece. Realmente é uma pena, pois a cada UM diploma que é confeccionado sem que esse tema seja discutido, são algumas CENTENAS de pessoas adoecidas que perdem a oportunidade de ter sua morte assistida de maneira digna e humanizada. O tema permanece um tabu e o silêncio substitui a chance de escutar os medos e anseios daquele que está prestes a partir … falamos em oferecer qualidade de vida, mas temos que ser capazes de oferecer qualidade de morte, que significa viver bem até o último dia que a vida durar.

 

Atenção: Permito a reprodução dos artigos desde que citada a fonte.

Compartilhar!