Fadiga por Compaixão: A dor de quem cuida

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Fadiga por Compaixão: A dor de quem cuida

Os profissionais que lidam com pessoas em risco eminente de morte, enfermos ou vitimados por situações traumáticas podem ser contagiados pela dor e pelo sofrimento do outro, e desenvolver problemas de saúde como burnout e estresse traumático secundário. Comumente utilizados para descrever efeitos negativos na saúde, esse termos ainda são imprecisos na literatura, mas na prática e dia a dia, seu surgimento, trazem agravos à saúde física, psíquica e social do indivíduo, inclusive podendo repercutir negativamente no serviço prestado ao usuário e entidade de trabalho.

Refletindo sobre a imprecisão desses termos, um tipo de transtorno psíquico, vem sendo  descrito como fadiga por compaixão e que parece acometer, especificamente, profissionais da saúde. Trata-se de uma síndrome que apresenta sintomas bastante parecidos com o burnout e com o estresse traumático secundário; porém, decorre da constante compaixão e cuidado a outrem, causando aos profissionais, ao longo do tempo, um declínio em sua habilidade de experimentar alegria.

Fadiga por compaixão é uma síndrome que inclui: exaustão biológica, psicológica e social que pode acometer indivíduos que liberam energia psíquica, em forma de compaixão a outros seres humanos, por um período de tempo, sem se sentirem suficientemente recompensados. Resumidamente, são estímulos crônicos do cuidado e da preocupação com o outro devido um sentimento de compaixão.

Tal síndrome afeta, mais facilmente, determinadas profissões nas quais o contato com quem sofre seja inevitável e constituinte do cotidiano de trabalho, como é o caso dos profissionais que prestam auxílio a emergências e urgências, como bombeiros, policiais, profissionais da saúde; e daqueles que prestam apoio ou assistência em geral e em situações de crise ou trauma, como por exemplo,  psicólogos, assistentes sociais e professores. Esses profissionais são mais vulneráveis não apenas porque lidam diretamente com pessoas em sofrimento, mas também porque a empatia e a compaixão são elementos essenciais para a realização eficaz de suas atividades.

 

Fonte: BOIÇAS, Patricia Alexandra Camacho et al. Fadiga por compaixão em voluntários na área da saúde: relações entre a empatia, resiliência e as estratégias de coping. 2015. [Dissertação de Mestrado.]

 

Atenção: Permito a reprodução dos artigos desde que citada a fonte.

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